Olympia
Escândalo ainda maior do que "Almoço na relva" foi provocado pela "Olympia", recusada pelo Salão de 1865. A razão da recusa talvez tenha sido a intenção evidente de paródia do academicismo que tematizava as vênus eróticas de Ticiano. A par do erotismo considerado mórbido e de mau gosto, Manet utilizava a cor de maneira insólita e o modelado mais plano possível, em contraste aberto com o realismo. A influência principal terá sido, nesse caso, a da gravura japonesa.
O Salão de 1866 confirmou a reputação de Manet como revolucionário, recusando "O pífaro", cujo modelo evidente é um quadro de Velásquez. Tornaram-se claras as razões da recusa: Manet era rejeitado pela ousadia artística e não por ofensa à moral pública. Pelas mesmas razões ele não foi aceito na Exposição Internacional de 1867. Organizou sua própria exposição, em que, entre dezenas de quadros, surgiu uma obra-prima: "Execução de Maximiliano", tendo como modelo o "Três de maio", de Goya. O tema era pretexto para estudos de cor, luz e sombras.
Execução de Maximiliano

